terça-feira, 6 de junho de 2017

Mês de maio termina com sete suicídios polêmicos na Grande São Luís



Não há dúvidas que o índice de suicídio na Grande Ilha tem aumentado. Há alguns anos era algo muito raro, porém hoje em dia com o aumento dos casos de depressão está se tornando rotineiro em São luís a notícia que alguém tenha cometido suicídio.Somente no mês de maio de 2017, 7 registros. Os casos variam entre 16 anos a 77 anos. O que chamou bastante atenção foi um caso de um adolescente de apenas 16 anos. O rapaz que tirou a própria vida havia avisado desde 2015 que iria fazer isso. Outro que marcou o mês de maio foi o do jovem de 28 anos André Luís, o que se jogou do último andar do hotel Luzeiros (foto acima).

A motivação de muitos destes suicídios permanecem ainda desconhecida. Mas segundo dados de profissionais que estudam o perfil de pessoas suicidas, os próprios suicidas em 60% dos casos falam abertamente sobre a intenção em tirar a vida. Outros dão sinais direto que o farão, geralmente através de fotos que representem tristeza, isolamento, frases de alerta, depressão, abuso em remédios ou outras drogas,.

Em entrevista a revista Galileu, da Rede Brasileira de Prevenção do Suicídio, Carlos Felipe Almeida D’Oliveira, afirma que o ideal é conversar com a pessoa e não deixá-la sozinha. Ao conversar, procure não falar muito e ouvir mais, já que muitas vezes a pessoa só precisa ser ouvida.

“Se possível, acompanhe a um profissional de saúde e peça orientação”, diz. Outra medida é retirar acesso de ferramentas potencialmente destrutivas dentro de casa – como arma, remédios e substâncias tóxicas – para evitar o uso delas em um impulso.